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Golpes digitais avançam no mercado imobiliário: como se proteger antes de fechar negócio

A digitalização trouxe praticidade para quem compra, vende ou aluga imóveis. Visitas virtuais, assinaturas eletrônicas e pagamentos instantâneos agilizaram as negociações, mas também abriram espaço para falsas imobiliárias, corretores inexistentes, anúncios clonados, escrituras falsificadas e golpes via PIX.

Publicado em 4 de agosto de 2026 3 min de leitura 501 palavras
Golpes digitais avançam no mercado imobiliário: como se proteger antes de fechar negócio
4 de agosto de 20263 min

Como o golpe acontece

O prejuízo pode chegar a centenas de milhares de reais. Em muitos casos, os criminosos copiam anúncios verdadeiros, usam fotografias reais de imóveis, criam perfis falsos em redes sociais e aplicativos de mensagens e convencem compradores ou locatários a pagar antecipadamente para garantir um suposto negócio. Quando a vítima percebe a fraude, o dinheiro já foi transferido para contas de terceiros e recuperar os valores se torna difícil.

Segundo o advogado especialista em Direito Imobiliário Carlos Alberto Zonta Junior, a sofisticação dos golpes exige cuidado redobrado.

"Hoje os criminosos conseguem reproduzir logotipos, contratos, documentos e até identidades visuais de imobiliárias conhecidas. Muitas vezes a fraude parece absolutamente legítima. Por isso, a conferência das informações deixou de ser uma recomendação e passou a ser uma etapa obrigatória de qualquer negociação imobiliária."

Falso corretor e troca de dados bancários

Entre as práticas mais comuns está o falso corretor: o golpista se apresenta como profissional habilitado, intermedeia a negociação e pede o pagamento de sinal ou entrada em contas que não pertencem ao proprietário nem à imobiliária. Outro golpe recorrente é a alteração dos dados bancários momentos antes da transferência.

"É fundamental confirmar os dados da conta por um canal diferente daquele utilizado durante a negociação. Um simples telefonema para a imobiliária ou para o corretor pode evitar prejuízos significativos."

Documentos e identidade das partes

Escrituras falsas, procurações fraudulentas e documentos adulterados podem dar aparência de legalidade a operações inexistentes.

"Toda compra ou venda deve passar por uma análise documental criteriosa. Certidões atualizadas, matrícula do imóvel e a conferência da regularidade do corretor e das partes envolvidas são medidas que reduzem consideravelmente o risco de fraude."

Desconfie da pressa

Ofertas muito abaixo do valor de mercado e negociações com excesso de urgência são sinais de alerta. Os golpistas costumam pressionar a vítima para que decida rápido, sem tempo para conferir e consultar.

"Quando alguém insiste para que o pagamento seja imediato porque existe outro comprador ou porque a oportunidade vai acabar em poucos minutos, esse comportamento deve servir como sinal de alerta. No mercado imobiliário, cautela nunca é excesso."

Checklist antes de pagar

  • Confirme os dados bancários por outro canal, direto com a imobiliária ou o proprietário.
  • Peça a matrícula atualizada e as certidões do imóvel e do vendedor.
  • Confira o registro do corretor e a existência da imobiliária.
  • Desconfie de preço muito abaixo do mercado e de pressão para pagar na hora.
  • Busque orientação jurídica antes de movimentar valores elevados.
"A tecnologia trouxe inúmeras vantagens para o mercado imobiliário, mas também aumentou a responsabilidade de quem negocia. Verificar documentos, confirmar informações e buscar orientação jurídica antes de movimentar valores elevados são atitudes que podem evitar perdas financeiras e anos de disputas judiciais. No mercado imobiliário, segurança continua sendo o melhor investimento."

Onde a matéria foi publicada

Matéria com o Dr. Carlos Alberto Zonta Junior publicada em 86 veículos. A mesma notícia pode aparecer com título diferente em cada canal.

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